30 de dezembro de 2007
29 de dezembro de 2007
Dos Gardenias

Dos gardenias para ti
Con ellas quiero decir
Te quiero, te adoro, mi vida
Ponles toda tu atención
Porque son tu corazón y el mío
Dos gardenias para ti
Que tendrán todo el calor de un beso
De esos besos que te di
Y que jamás encontrarás
En el calor de otro querer
A tu lado vivirán y se hablarán
Como cuando estás conmigo
Y hasta creerás que te dirán
Te quiero
Pero si un atardecer
Las gardenias de mi amor se mueren
Es porque han adivinado
Que tu amor me ha traicionado
Porque existe otro querer
20 de dezembro de 2007
Vida Menor

A fuga do real,
ainda mais longe a fuga do feérico,
a fuga da fuga, o exílio
sem água e palavra, a perda
voluntária de amor e memória,
o eco
já não correspondendo ao apelo, e este fundindo-se,
a mão tornando-se enorme e desaparecendo
desfigurada, todos os gestos afinal impossíveis,
senão inúteis,
a desnecessidade do canto, a limpeza
senão inúteis,
a desnecessidade do canto, a limpeza
da cor, nem braço a mover-se nem unha crescendo.
Não a morte, contudo.
Mas a vida: captda em sua forma irredutível,
já sem ornato ou comentário melódico,
vida a que aspiramos como paz no cansaço
(não a morte),
vida mínima, essencial, um início, um sono,
menos que terra, sem calo; sem ciência nem ironia;
o que se possa desejar de menos cruel: vida
em que o ar, não respirado, mas me envolva;
nenhum gasto de tecidos; ausência deles;
confusão entre manhã e tarde, já sem dor,
porque o tempo não mais se divide em seções; o tempo
elidido, domado.
Não o morto nem o eterno ou o divino,
apenas o vivo, o pequenino, calado, indiferente
e solitário vivo.
Isso eu procuro.
Carlos Drummond de Andrade
5 de dezembro de 2007
Meus caminhos... para o Trompas d' Africa
China e África é o composto desse figurino, minha história nasceu delas e vivo meu presente no Brasil e meu futuro na união dessa grandes potências, onde a riqueza de cultura e lutas, acredito, que irão revolucionar o mundo.
O Figurino de Trompas D’ África foi inspirado em grandes encontros de caminhos onde a única essência é marcada pela combinação do sagrado, político e militar de transformar o modo a arte como ato de comportamento e ideologia.
Realizado em cena, as trocas do figurino são interpretadas como forma de desconstrução de suas raízes, decompondo-se pela árvore do esquecimento e se compondo a medida que esse destino se torna um caminho, mergulhando no universo dos azuis atlânticos que vêem brilho em pedido de paz no branco da lua cheia, do prata espelhado pela combinação com grandes águas, que quando deparado com a chegada no Brasil foi invadida pelos panos amarelados de escravidão combatendo com o luto de sua cor e suas crenças e o desconforto de se sentir mais um, um só.
O destino não é necessariamente uma rota fixa e inalterada, assim como a concepção desse figurino e de seus costumes, surpreendendo com novas formas orientais misturadas aos poderes dos tambores ancestrais. TROMPAS vai questionar novas formas de viver, união de cores sem dor, a individualidade das pessoas no jeito de se vestir nos tempos antigos e contemporâneos. TROMPAS vai dar a luz a todos que desejam um mundo melhor onde enxergar-se, grande parte com os olhos, mas não exclusivamente com ele. Eu, Priscilla Young, filhas de pais chineses nascidos na África, repito: que vestir foi e sempre será uma forma de expressão.
Priscilla Young
Diretora e Produtora do Figurino
O Figurino de Trompas D’ África foi inspirado em grandes encontros de caminhos onde a única essência é marcada pela combinação do sagrado, político e militar de transformar o modo a arte como ato de comportamento e ideologia.
Realizado em cena, as trocas do figurino são interpretadas como forma de desconstrução de suas raízes, decompondo-se pela árvore do esquecimento e se compondo a medida que esse destino se torna um caminho, mergulhando no universo dos azuis atlânticos que vêem brilho em pedido de paz no branco da lua cheia, do prata espelhado pela combinação com grandes águas, que quando deparado com a chegada no Brasil foi invadida pelos panos amarelados de escravidão combatendo com o luto de sua cor e suas crenças e o desconforto de se sentir mais um, um só.
O destino não é necessariamente uma rota fixa e inalterada, assim como a concepção desse figurino e de seus costumes, surpreendendo com novas formas orientais misturadas aos poderes dos tambores ancestrais. TROMPAS vai questionar novas formas de viver, união de cores sem dor, a individualidade das pessoas no jeito de se vestir nos tempos antigos e contemporâneos. TROMPAS vai dar a luz a todos que desejam um mundo melhor onde enxergar-se, grande parte com os olhos, mas não exclusivamente com ele. Eu, Priscilla Young, filhas de pais chineses nascidos na África, repito: que vestir foi e sempre será uma forma de expressão.
Priscilla Young
Diretora e Produtora do Figurino
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