Agora sou navio, feita de ferro e aço.
Ancorada próxima à praia, crio raízes e mudo o caminho do mar.
Junto rochas, crio pontes.
Viro passagem e pouso, viro casa.
Viro outra.
Já sinto buracos na couraça rija, já vejo pequenas conchas no meu casco.
Pássaros se aninham nas antigas velas.
A água penetra meu corpo e em febre me confundo.
Virei mar?
Ansiosa, espero uma mensagem trazida pelas ondas.
Daquelas enroladas dentro de uma garrafa, ai...demoradas.
Às vezes, então, desejo que venha rápido, meio pássaro, sei lá, meio ar.
Que viesse e nos transformasse em brisa, em vento fresco.
Em cabaça encantada por miçangas coloridas e sons brincantes...
Fábia Nogueira
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Um comentário:
Amo você, amiga querida! E os nossos caminhos!
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